quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Carlos, o "CASTRADO"


Carlos Castro foi assassinado e o povinho continua sequioso de pormenores sórdidos do desenlace da sua relação com o rapazinho que o saca-rolhou. Só isso explica que a comunicação social continue a dar visibilidade ao assunto como se o homem tivesse morrido esta madrugada.


Acho que é impressionante ser necessário acontecerem crimes com estes contornos para colocarmos a mão na consciência e lembrarmo-nos que ainda que nem toda a gente ande de saca-rolhas em riste a verdade é que nunca conhecemos quem está ao nosso lado... nem a nós próprios quanto mais aos outros.


É também nestas alturas que se percebe que afinal o povo não é tão open mind como andam aí algumas pessoas a dizer. Claro que continuamos a ser homofóbicos.... só não o admitimos porque não nos deixam, porque ficamos mal na fotografia. Porque nos obrigam a aceitar a diferença, apelidando-nos de atrasados mentais, retrógradas e ignorantes... ou seja, da pior forma que o podiam fazer. 
Porque em vez de explicarem a quem não percebe e não aceita, impõem... obrigando-os a "papar" desfiles carnavalesco. Aliás eu acho que esta é a razão principal pela qual a sociedade continua homofóbica, confunde homossexualidade com carnaval.



Os mesmos que achavam que já não havia homofobia são os mesmos que agora leram os comentários que se fizeram nos jornais on-line... e... surpresa das surpresas... enganaram-se. 
Enganaram-se e ficaram chocados quando leram "paneleiro", "bixona velha", "portugal ficou mais limpo"...
E aqui eu também fico chocada... não pelo que foi escrito mas por quem se chocou... então o Carlos Castro dizia o que queria e lhe apetecia... e o comum mortal não pode??? Sobre o Bruno Nogueira referiu-se ao mesmo como "aquela coisa comprida e magra com a cabeça esquisita... sexualidade nojenta"... ora qual é o problema se nos referirmos ao senhor como "aquela coisa curta e gorda com a cabeça esquisita e uma sexualidade nojenta!" 

Pessoas do bem... não se chateiam com o facto de se estar a fazer de Carlos Castro e da sua morte a nova chacota nacional... fazemos com ele em morte o legado que nos deixou em vida.

11 comentários:

Ana disse...

LOL bem dito! :D

Anónimo disse...

Concordo em absoluto!!!!

Anónimo disse...

Ora bem, quem fala assim não é gago. A mania de por paninhos quentes. O gajo gozou toda a gente, dizia mal e achincalhava a torto e a direito. Levantava falsos testemunhos...
Acham normal um gajo tornar-se famoso por comentar a vida alheia e falar de festinhas e roupinhas e parvoicesinhas...

Marta disse...

Concordo com algumas coisas nao concordo com outras. Como homossexual nao posso concordar que (eu) ande para ai a obrigar os hetero a aceitarem-me. Nada disso... So acho que mereco o mesmo respeito que tenho por eles. Mas nao ando para ai a chapar a minha homossexualidade na cara de toda a gente (como alguns hetero que conheço, que gostam de mostrar a sua heterossexualidade, diria intimidade, em cada paragem de autocarro ou fila de supermercado). Respeito, tudo se resume a respeito! E, do meu ponto de vista, mais do que tentar meter nas cabecas mais conservadoras (com todo o direito que têm de o ser) que a homossexualidade é algo natural, que sempre existiu e bla bla bla, o importante e fazer perceber que nos homossexuais nao somos todos iguais. Assim como os hetero também nao o sao!

Linda disse...

O que concluo depois de ler este post (nojento) é que quem fala mal dos outros merece uma morte cruel e ser torturado.
Muito bem... Depreendo então que seria bem feita se também morresse de forma similar.

A Pipoca Mais Azeda disse...

Então depreendeu tudo mal. Lamento.

Anónimo disse...

Há gente que não sabe ler! Embora o povo diga: com ferro matas, com ferro morrerás, o que está aqui em causa é a palavra, "logos". O CC falava mal de tudo e de todos, chantagista, assim, é direito de todos que lhe façam o mesmo: falem mal dele e chamam-lhe de tudo. Este foi o legado que ele deixou.

Anónimo disse...

Deixou, a gente que lhe desse importância como tal. Para mim, pessoa cuja profissão seja falar mal dos mortos não deixa legado nenhum. Tal como bloggers frustradas.
Numa última análise, uma pessoa morreu, de uma forma humilhante, e o que mais preocupa os bloggers de fim de semana é o facto de ele ser "bicha" ou não.
Antes todos fossem tão fúteis como as pessoas que crítica, e falassem só de moda.
(E escusa de usar palavras em latim, fica-lhe mal essa pseudo-sabedoria fingida).

Anónimo disse...

Típico do povo português, quando alguém morre, por mais mázinha que a pessoa seja, vira santa, deixa de ter defeitos, não de se pode falar mal, coitadinha. Uma hipócrisia é o que é... Outra coisa interessante que tenho reparado, é a família e os amigos do Sr. CC tão chocados que estão e sempre a fazer poses para as câmaras, quem está realmente a sofrer não se sujeita a essas cenas ridículas.

Anónimo disse...

Independentemente de como viveu, ninguém merece morrer do modo que CC morreu. Independentemente do género, raça, orientação sexual, ocupação profissional ou nível de educação, ninguém merece uma morte agonizante.
E desculpar os comentários onde se lê que mereceu ser morto e torturado devido à sua orientação sexual com o facto de que CC se ter dedicado a comentar as vidas alheias mostra apenas cobardia, falta de carácter e pequenez de espírito.

Anónimo disse...

Não percebo como é que a TVI está a deixar passar a grande oportunidade de levar alguém que conhecesse o Carlos Castro ao "depois da vida". Era só levar/chamar lá o espírito como "levaram" o da mãe (acho) e ele explicaria o que aconteceu.